O galo cantou e olhou sem surpresa,
O homem do campo que já estava de pé,
Com sua esposa, tão bela guerreira,
Ao lado do fogo tomando café.
Seguiu para a lida que faz todo dia,
Com sol ou com chuva enfrenta a jornada,
Sabe que nunca pode se dar por vencido,
Segue firme e forte vencendo a estrada.
A terra sorri quando sente o seu passo,
E se abre em flores ao toque da mão,
O que para ele é trabalho e cansaço,
Para a terra é carinho e gratidão.
No balanço da enxada ou no toque do laço,
O homem do campo desenha o destino,
É com a força do peito e o vigor de seu braço,
Que vive essa vida desde menino.
Ele é guardião de um saber milenar,
Que passa de pai para o filho também,
Mostrando o que a terra pode ofertar,
A quem a respeita e a trata bem.
É ele quem lê o céu como um livro aberto,
E entende o recado que o vento conduz,
Pois sabe que o tempo é o seu grande mestre,
E a colheita responde ao que o trabalho produz.
O mundo evolui, a técnica avança,
Mas nada substitui seu saber profundo,
Sendo brasileiro ou de qualquer outro canto,
O homem do campo alimenta o mundo.






